segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dias cinzentos de inverno, dias que apenas a eterna manhã já detem o poder de nos atemorizar, e dar-nos a sensação de dia sem fim!
Ao longe, no horizonte brota a esperança de um dia quente de sol, que renove nossa força, estímulo e esperança, mas a espera também transporta ao agora, ao dia frio de inverno.
A vida é um tanto espetacular! Quantos pela vida já passaram, quantos permaneceram, quantos entraram, quantos se foram, e passam sonhos, permanecem sonhos, chegam novos e outros se vão.
E em vão os pensamentos saudosistas e melancólicos recorrem ao que ficou, na eterna esperança de vivê-los novamente, para então viver desta vez com intensidade.
A mágica da vida: Nada se revive! Caso contrário tudo seria perfeitamente correto, como o caderno de uma criança que possui borracha, tempo e um bom lápis apontado para corrigir as quedas, erros, deslises....
Não aprenderíamos com as atitudes impensadas, com as decisões insensatas, com a confiança que depositamos e a decepções que adquirimos por ela.
Então resta-nos olhar para trás e contemplar o que poderia, o que foi, o que vivemos.... e relembrar, relembrar.... palavra bonita: lembrar, não viver de novo, mas trazer à lembrança novamente algo, alguém, sentimentos, momentos, gestos,tempos, fases, fragmentos, palavras....
Ah! As palavras.... aquelas que dissemos, as que queríamos dizer, as que não foram ditas por nem querer, mesmo que necessário... Palavras são formas de narrar a vida!
Mas o silêncio que trago em mim também narra, narra toda saudade que tenho do que se foi, do que perdi, do que ganhei, do que era, do que desejo... tudo isso compreendido no silêncio que impera em minha alma e inquieta meu coração que chora nesta tarde de inverno, cinzento inverno!